Floco de Neve - Bruna Vecchi: Capítulo 1 - As cartas para Jack Frost.



Um pouco ao leste de Ponsho, a esquerda da rua Vill, existia uma floresta, uma floresta em que ninguém entrava. A floresta de Nipal era conhecida como a mais perigosa de Ponsho e as outras vilas que a rodeavam. Por que? Diziam que Nipal tinha os animais mais selvagens e até desconhecidos da região, plantas venenosas nas árvores - que, caso você encostasse ou se furasse, morreria em alguns segundos - porém, o que mais assustava os cidadãos era uma cabana muito velha e abandonada no meio da floresta. A chamavam de Cabana dos Ruídos, porque o vento batia nas frestas e nas tábuas soltas, fazendo a estrutura zumbir e assobiar. As vezes, os assobios eram tão altos que as pessoas de vilas vizinhas podiam ouvi-los. Nipal também era muito gelada, tão gelada que o imenso lago que lá tinha vivia congelado, nenhum peixe sobrevivia ali. 
Quem entrasse na tal cabana, se depararia com muito sangue seco para todos os lados e um cenário de luta. O sofá, muito velho e desgastado, jogado a um canto, a lareira caída aos pedaços, as janelas estilhaçadas, a mesa virada e muitos cacos de vidro para cá e para lá. Um pânico imediato era sentido e a pessoa sairia correndo de tanto medo. Mas isso tudo era apenas uma ilusão.
Nipal não tinha animais selvagens - pelo menos, não viram nenhum até hoje - e o lago não era tão gelado assim, nos dias de verão até dava para ver alguns peixinhos pulando para cá e para lá e a cabana não era assustadora. Era tudo uma grande camuflagem. E quem a camuflara, estava chegando.
Um redemoinho gelado explodiu na porta da cabana, revelando um rapaz branquelo, com os cabelos da mesma cor que a neve, os olhos azuis intensos, o casaco da cor dos olhos, jeans surrados e botas de trilha.
- Em casa, finalmente - Murmurou Jack Frost, com um sorriso torto no rosto.
Ele havia passado o dia inteiro salvando crianças e outras pessoas de seus desastres no gelo, além de estar retocando a neve em vários locais e derretendo-a em outros. A ilusão foi desfeita quando o dono da casa colocou a mão na maçaneta, mas foi desfeita apenas para ele, e não para o resto. A cabana não era mais assustadora e sim convidativa. Branca, com grandes flocos de neve desenhados no telhado e na porta, por dentro, as paredes eram de madeira brilhante e lustrosa, assim como  o chão. Um grande tapete estava estendido, tomando conta quase de que toda a sala. Uma lareira crepitava lentamente umas chamas, Jack dizia que era apenas para mantêr o "charme" do local, pois ele odiava o fogo - por que será, né?
O sofá não estava revirado e sim em seu lugar, fazendo compania a mais duas poltronas, ambos aconchegantes e quentinhos. Jack sentou-se em um deles e afundou, respirando fundo. O dia tinha sido cheio e ele só queria descansar, só queria dormir um pouco... Seus olhos foram fechando vagarosamente... Sua mente vagou...
- EI, EI JACK!
Com um pulo digno de uma medalha olímpica, Jack se colocou de pé, com seu cajado de madeira na mão, pronto para congelar o engraçadinho que tinha invadido sua cabana... Mas não era ninguém além de Espirro. Espirro era um espírito-menor que Jack criou sem querer, a muito tempo atrás, quando montava um boneco de neve e ele criou vida. Ele era composto por duas bolas de neve bem grandes, uma no lugar da cabeça e a outra do corpo. Na da cabeça, estava uma cartola, duas pedrinhas pretas no lugar dos olhos e uma folha no lugar da boca. No corpo, estava um pequeno colete preto, tipo daqueles pinguins, e os bracinhos eram galhos fininhos. Ele deixava um rastro molhado onde passava, o que proporcionava a Jack grandes escorregões pela casa.
- Espirro! Eu já te disse mil vezes: Quando estiver chegando, não me chame aos berros!
A folha-boca de espirro se contorceu em um sorriso torto e ele largou-se na poltrona ao lado de Jack, gemendo, como se também estivesse muito cansado. Jack apenas revirou os olhos e estalou os dedos, fazendo o cajado sumindo em sua mão, evaporando no ar.
- O que você quer dessa vez? - Perguntou, ríspido.
- Ora! Também estava com saudades, seu branquelo! - Espirro falou, olhando de forma ofendida para Jack.
- É sério, Espirro! - Jack falou, começando a ficar irritado.
Espirro bufou, fazendo floquinhos de neve saírem de sua boca e pairarem no ar. Ele parou para admirar seu trabalho e até deu uma gargalhadinha, mas Jack lhe deu um tapa, fazendo sua cabeça cair e rolar no chão.
- EI! ISSO NÃO SE FAZ! AGRESSÃO, ISSO DÁ CADEIA, SEU BRUTAMONTES! - Espirro berrou, então começou a falar, enquanto conduzia o corpo, que andava as cegas, para pegar a cabeça de volta - Para esquerda, esquerda! A sua esquerda, seu grande boboca!
Jack revirou os olhos, com um sorriso sarcástico no rosto. Como Espirro conseguia ser tão idiota? Porém, tinha que se fazer de durão senão o espírito menor iria usar e abusar dele. Conhecia Espirro e sabia que ele acabaria por fazer isso.
- Vamos ao o que interessa... Mais para frente! - Ordenou a cabeça para seu corpo - O seu ato de  heroísmo chegou aos ouvidos do Papai Noel!
- E daí? - Disse Jack, olhando para a parede oposta.
- E seus atos impuros também chegaram aos ouvidos da Nat. Ei! Ei! Quase... - Gemeu, quando os braços de galho passaram raspando e quase apanharam a cabeça.
- Nat? Quem é Nat?
Jack virou a cabeça lentamente para Espirro, com os olhos semicerrados. Não lembrava de ninguém que ficasse no meio deles e atendesse por nome ou apelido de "Nat"... Nat de que? Nat da onde? Os olhinhos de pedra do boneco de neve entraram dentro da cabeça e voltaram, o que significava que ele acabara e revirar os olhos. Jack o ignorou então, não ficaria dando bola para um espírito-menor irritante. Ele levantou-se e foi para a janela, olhando para o tempo lá fora. Por algum motivo, nevava anormalmente forte. Talvez a massa de ar polar estivesse mais forte ou... Bem, não sabia, teria que checar depois.
- Nevascas, pessoas morrendo, animais soterrados! A neve está demais! Mas um passo para frente, coisa linda... - Murmurava Espirro, mas para ele do que para Jack.
- Pessoas morrendo? Animais soterrados? - Perguntou, virando-se devagar para o espírito-menor - Como assim, Espirro?
- Ora! Não soube da maior? - Disse o boneco de neve, agora recolocando a cabeça no lugar, finalmente seu corpo tinha conseguido! - A cidade vizinha foi praticamente soterrada pela neve. Chegou quase nas janelas, cara. Acha que eu estou brincando? Nat vai te matar, Frost.
- Quem é Nat!? - Perguntou o deus do frio, frustado.
Porém Espirro estalou os dedinhos de galho e sumiu, deixando uma poça d'água anormalmente grande para trás.
- Desgraçado, cara... - Disse Jack, voltando a olhar a janela.
Realmente, Espirro tinha razão. A neve caia com força demais para dias simples de inverno. O que estava acontecendo? Ele, Jack, não se lembrava de ter feito tanta neve assim cair. Soterramentos? Acidentes? Ele estendeu a mão e um termômetro quase transparente brilhou, marcando a metade de seus graus. Tudo estava normal até agora no termômetro, que marcava a temperatura do inverno, não tinha por quê ter essas tragédias. Jack fechou a mão, o termômetro explodindo em mil caquinhos minúsculos de gelo e voltou a fitar a janela, preocupado. Tinha duas dúvidas: Por que nevava e tanto e quem era Nat? Nat... Nathália, Natailie, Natâmela? Não se recordava de ninguém com aquele nome. Virou-se por fim, pensando em sair outra vez para checar a tal cidade soterrada, quando viu uma carta em cima de sua mesa. E ela estava molhada. Obra de Espirro, com certeza. Fora pra isso que o bendito do espírito-menor tinha aparecido, então.
O papel estava frágil, por isso Jack o pegou com todo cuidado do mundo. Em uma caligrafia fina e meio desajeitada, estava a assinatura no verso. "Papai Noel".
- ORA! - Jack animou-se, abrindo a carta com o maior cuidado que podia - Santa me escrevendo uma carta? Coisa boa vem por aí!
Festas. Era para isso que serviam as cartas do Papai Noel: Festas, comemorações, reuniões carismáticas e felizes... Os olhos azuis de Jack leram as primeiras linhas, esperando felicitações e palavras animadas, mas a carta de Papai Noel não era nadica feliz.

"Jack,
Primeiramente, como vai? Espero que bem. Quero lhe dizer que vejo seu desempenho com a neve... Você está passando dos limites.
Sou direto e você sabe disso. Soterrar uma cidade? O que está dando em você? Nat está furiosa. Resolvi dar uma reuniãozinha na minha casa mesmo. Daqui a alguns dias, você será teleportado assim que começar, não se preocupe.
Juízo."

E a carta findou ali mesmo, deixando Jack com a cabeça a mil.
- O que eu fiz, caramba? - Rosnou, rasgando o papel de vez, escorregando na poça de Espirro e caindo com tudo de bunda no chão.

Três dias depois...
O Sol amanheceu tímido aquele dia, entre as nuvens carregadas com a alva neve. Essa, caía bem pouquinho, tingindo aquelas alguns gorros com seus pontinhos brancos e sujando um pouquinho as calçadas. Jack Frost acordou, embolado e preguiçoso, com alguém jogando pedras em sua janela. Ele levantou-se devagar, parando, claro, pra cair no chão completamente embolado nos lençóis. Praguejando, ele conseguiu se pôr de pé e arrepiou os cabelos.
- O que é agora? - Perguntou, de forma lenta.
Ele passou as mãos no rosto, fazendo uma careta enquanto as mesmas deslizavam pela pele, puxando-a. Com um suspiro pesado, ele tocou a parede da cabana e fez sua ilusão começar. Logo, o quarto onde estava, transformou-se em um cenário de terror. Jack arrastou os pés até a janela, invisível para quem estava lá fora... Porém não viu ninguém. Com os olhos semicerrados, ele esquadrinhou o local. Olhou para  cima, mirando o teto, esperando ver algum buraco ou alguma coisa do tipo, só que nada. Bufante e irritado, ele arrastou os pés de volta pra cama, certo de que estava sonhando, mas ouviu o barulho mais uma vez. Com um pulo ele jogou-se para a janela e a abriu, e deu de cara com um miquinho. O espírito do inverno franziu o cenho para o pequeno, ele trazia uma grande folha nas mãos. O mico estendeu a folha para Jack e ele a pegou, confuso e, quando olhou para frente de novo...
- Cadê o mico? - Perguntou, olhando para todas as direções. O bicho havia sumido.
Ele fechou a janela e sentou-se na cama, desfazendo a ilusão aterrorizante. A folha tinha um cheiro forte de rosas, mas não era folha dessa flor. Era uma folha maior, que ele nunca tinha visto, e estava dobrada, provavelmente para caber na mão do mico. Ele começou a desdobrá-la, quando...
- ARGH! ARRRGH! O QUE É... O QUE É ISSO?
Um líquido mal-cheiroso espirrou na cara de Jack, sujando-o completamente e o pior foi que o tal líquido espirrou também na boca dele, e tinha um gosto horrível! Ele jogou a folha no chão e cuspiu em todas as direções, muito irritado. Enquanto praguejava, a folha flutuou e formou uma boca. Uma voz feminina, aveludada e calma saiu daquela boca.
- Com amor, Nat.
E a folha explodiu em mais líquido mal-cheiroso, espirrando nas janelas, na cama, no chão e em tudo quanto era lugar.
- TÁ DE SACANAGEM? QUEM É NAT?
Gritou, batendo o pé no chão, irritado. Então escorregou e caiu em uma poça do mesmo líquido.
- Só pode ser brincadeira! - Murmurou.

Depois de se limpar e limpar quarto e se pôs a patinar. Ele usava seus equipamentos de eskí para lá e para cá, fazendo mais neve e um pouco mais de frio por onde passava e estava tão irritado que as vezes não via que estava exagerando. Por exemplo, passou por uma garotinha e a enxeu de neve na cara, porque estava pensando no tal líquido mal-cheiroso. Quem era Nat? E por que a maldita tinha mandado aquele líquido horrível pra ele? O que ele tinha feito? Até o Papai noel tinha lhe dado um chamado naquela carta! Bufou irritado, fazendo uma brisa gelada varrer uma estradinha que estava. Foi direto para a cidade principal, que ele nunca lembrava o nome. Era movimentada, mas ele era um espírito, passava no meio das pessoas. Ia assoprando lentamente um ventinho gostoso no rosto, fazendo o mesmo varrer a cidade e gelar os rostos das pessoas. Uma garotinha sussurrou.
- Jack Frost, por favor, faça parar de nevar, hoje é meu aniversário...
Jack sentiu algo revigorante dentro de si. A fé das pessoas o mantinha vivo. Ele sorriu e pegou no relógio de pulso. Um grande ponteiro marcou rodou e a neve parou na hora. A garotinha sorriu e falou para a mãe.
- Jack Frost atendeu meu pedido, mamãe!
A mulher sorriu para a criança e olhou para o alto. Jack sorriu também, mesmo que elas não pudessem vê-lo. Passou ao lado de lojas, deixando os vidros embaçados, mas parou ao lado de uma com televisores. Não que visse televisão, mas parou por causa da notícia. Jack adiantou-se até a mesma e ficou muito sério, vendo o que acontecia. Um âncora de um tele-jornal estava falando de tom divertido uma notícia muito séria.
- Parece que Jack Frost se revoltou com os morados de PatVille. Os moradores da pequena cidade sofreram danos muito sérios por conta da neve, que caiu com uma força impressionante.
Uma imagem de uma casinha bem pequena passou na tv. Estava coberta até a janela por causa da neve. O coração de Jack apertou - Ele não tinha feito isso!
- Animais foram encontrados mortos, crianças e até adultos, soterrados por conta da neve, que caiu em forma de tempestade e ainda cai a dias nessa pequena cidade. Todos os moradores de lá devem, imediatamente, deixar o local ou também irão morrer soterrados. E por favor, Jack Frost, manere!
E então o repórter riu. Jack, paradão, lá em frente a TV, sentiu o corpo inteiro arder em chamas, o que era esquisito para o espírito do inverno. Entendeu a carta do Papai noel e Espirro tinha dito algo sobre isso. Mas ele, Jack, não tinha feito nada daquilo! Não tinha soterrado cidade nenhuma! Ou vila, ou até uma estrada qualquer! Apenas jogou sua neve aqui e ali, porque as tempestades aconteciam no fim de Dezembro e todos estavam avisados quanto a isso. Sentiu vergonha então, o por quê não se sabe. Deu um passo para trás e quase caiu estabacado no chão.
- MÃE! MÃE! VOCÊ VIU ISSO?
Jack olhou assustado para a mesma garotinha que tinha lhe feito o pedido. Ela pulava no lugar, feito louca, apontando para Jack. Os olhinhos dela brilhavam e ela procurava em volta, como se de fato tivesse visto Jack. Ele olhou para as mãos e as viu transparentes, quase com cor nenhuma...
- Vou pra casa - Murmurou.
Estava tão nervoso que quase tinha perdido seu disfarce. Explodiu em mil floquinhos de neve e apareceu na porta de sua cabana. E lá estava Espirro de novo.
- Jack! - Ele gritava, virado para a porta, batendo com seu bracinho de galho - Jack!
Jack o ignorou. Abriu a porta e passou por cima dele, fazendo Espirro guinchar.
- VOCÊ ME ASSUSTOU, SEU CUBO DE GELO! - Berrou Espirro, mas Jack nem o ouviu.
Estava atordoado. Sentou-se no sofá e colocou a cabeça nas mãos. Espirro continuou a protestar, mas ele ainda não ligava. As dúvidas explodiam como fogos de artifício na cabeça dele, o coraçãozinho batendo acelerado. Quem tinha feito aquilo? Ele não tinha matado ninguém. "Animais foram encontrados mortos, crianças e até adultos..." Criancinhas, animais e pessoas construindo sua vida! Nat estava zangada. Quem era Nat? Seja quem fosse, mexia com folhas com cheiro ruim. Ela também era um espírito, já que o Papai noel tinha mencionado ela na carta. "Nat está furiosa." Todos estavam furiosos! Mas ele tinha feito nada! Não tinha soterrado pessoas, animais, não tinha destruído uma cidade! Não havia sido ele! Não havia sido ele!
- NÃO FUI EU! Berrou, se pondo de pé.
Espirro capotou de susto e caiu no chão, perdendo a cabeça novamente, porém seu corpo a achou facilmente - e em menos de 5 segundos - ele se colocou de pé, passando os bracinhos de galho pela barrigona de neve.
- Espirro, eu não soterrei ninguém! Não destrui cidade alguma! Espirro, você precisa acreditar em mim! Eu mal sabia que tinha acontecido aquilo com PaitVille!
- PatVille - Corrigiu Espirro.
- O que importa? Eu não fiz nada, Espirro! Você me conhece! Eu te criei e te treinei, você me ajuda com essa neve toda e... - Jack parou abruptamente, uma ideia piscando em sua cabeça. Ele apontou um dedo acusador para Espirro e sibilou - VOCÊ! É! FOI VOCÊ!
Espirro deu um pulo assustado e olhou para Jack, ele parecia um sádico. O boneco de neve entendeu na hora e apontou seu bracinho de galho para o rapaz, lhe dando um tapa na mão branca.
- Eu, Jack? Sério que você acha isso de mim? Por que eu faria isso? Não gosto nem de fazer um montinho de neve, vou soterrar uma cidade?
Era verdade. Espirro era a coisa mais preguiçosa que existia no mundo. Detestava até brincar de bola de neve, porque ele dizia que ficava cansado, não gostava nem de fazer cubos de gelo para colocar na bebida, isso porque ele tinha preguiça de resfriá-la com o seu sopro gelado. Jack abaixou o dedo e sentou-se novamente e, como se não tivesse falado nada, ele continuou.
- Mas então quem foi? Eu não... Eu... Eu não teria coragem, Espirro...
- Ei, ei calma! Eu sei... - E sentou-se ao lado de Jack - Eu não duvido de você, Jack. Todos estamos tentando descobrir quem foi.
- É horrível. Quem teria coragem?
Jack levantou-se e olhou lá pra fora.
- E então Espirro, veio aqui agora por que?
- Para te avisar que a festa do Papai noel é agora.
Jack virou-se, mas a única coisa que viu foi Espirro acenando pra ele e depois um imenso vácuo.

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